Pular para o conteúdo principal

Postagens

Obrigado a você que chegou até aqui. No momento, estou trabalhando em reflexões sobre espiritualidade e Teologia queer e, em breve, começo a compartilhar algumas ideias por aqui. Se quiser, aproveite para conhecer outros pensamentos que tive ao longo dos últimos anos, nas postagens abaixo.

O jardim de Monarca.

Era uma vez uma borboleta chamada Monarca. Monarca era muito simpática e vistosa; adorava colorir o céu azul com o tom alegre de suas asas. Monarca também adorava o seu trabalho: pegar os minúsculos grãozinhos de polens das flores e espalhar em diferentes lugares do jardim. Ela adorava flores. E como conhecia flores diferentes! Todas no jardim eram suas amigas. Um dia, porém, Monarca percebeu o quanto o seu jardim era pequeno e as flores que espalhava já eram repetidas. Foi então que ela teve uma ideia: sair do jardim e percorrer o mundo para conhecer outras espécies de flores. Só havia um problema: Monarca se achava muito pequena e frágil. Ela imaginava que na sua viagem teria que enfrentar a solidão, predadores perigosos, longas distâncias sem descansar e sem se alimentar. Monarca desistiu. Sua simpatia e alegria nunca mais foram as mesmas. Como ela ficou triste! Certo dia, pela primeira vez, Monarca viu o jardim amanhecer coberto de uma neve branquinha e com um frio intenso...

“QUEM SOU EU?”

Esta é uma pergunta que mexe com a minha imaginação há muito tempo. Nunca estou satisfeito com aquilo que conheço sobre mim, mas desejo sempre saber qual é, de fato, a minha essência. O problema é que não posso compreender toda a amplidão da minha essência; toda a complexidade presente nesta pergunta. É como se eu possuísse várias faces que pudessem ser vistas de formas diferentes. O autoconhecimento é um processo que dura a vida toda e que, de alguma forma, precisa da presença de outra pessoa para se realizar. O que é possível, então, é ir buscando o sentido da própria existência aos poucos. Nessa busca, várias podem ser as formas de se procurar. Uma dessas formas de procura se chama intersubjetividade. Intersubjetividade é a relação que acontece entre duas ou mais pessoas. Sabemos que existem diversas formas de se relacionar com as pessoas. Hoje, por exemplo, está na moda o bate-papo pela internet. Não deixa de ser uma relação, mas é relação que não estabelece nenhum vínculo for...

BLACK FRIDAY

   Uma das datas mais aguardadas do ano está chegando. Ela compete com o Natal e dia das mães, com a diferença de não ser preciso, necessariamente, lembrar de alguém especial nesta sexta-feira, a primeira após o dia de ação de graças. A data existe única e exclusivamente para aguçar o desejo de possuir aquelas coisas que não têm a menor utilidade, mas que se tornam indispensáveis devido aos preços de banana.    No Brasil, desde 2010 um número cada vez maior de consumidores dispostos a gastar o seu dinheiro extra de final de ano, aguarda ansioso a contagem regressiva que dá início às megapromoções. Liberadas as compras, em poucos segundos tudo acaba. Clientes e lojas felizes! Essa avidez por comprar algo que custa uma pechincha é reflexo de algumas características da sociedade contemporânea: Do desejo inconsciente de tirar vantagem em tudo. Se por um lado o senso de coletividade parece estar aumentando, sobretudo entre os mais jovens, por outro parece que ca...

SURPRESA E BUSCA

  O que possibilita mudanças verdadeiras em nossas vidas é qualquer experiência ou situação que, a princípio causando uma espécie de assombro, aos poucos passa a significar um questionamento fundamental e profundo, exigindo uma resposta sensata e razoável. Cedo ou tarde, chegará (ou já chegou) um momento em que deixaremos de lado as coisas banais e supérfluas para avançarmos na busca da essência das coisas, principalmente de nós mesmos. Essa questão aparece sempre confusamente: “não sei dizer quem eu sou, de onde vim, para onde vou ou por que existo”. Não saber as respostas para tais perguntas não importa tanto assim. Basta tomarmos consciência delas e aprimorar o próprio pensamento, a fim de conduzirmos nossos próprios atos.   Heidegger, um famoso filósofo, dizia que existem três situações que levam a pessoa a pensar sobre si mesma e a buscar o sentido das coisas: o desespero de quando se obscurece o sentido das coisas, a alegria da alma num momento de felicidade e a monot...

O TEMPO

O QUE REALMENTE IMPORTA DO TEMPO é o que você faz com ele. É a intensidade com que ele é vivido. Assim percebemos como, de fato, a presença de alguém é especial; como detalhes simples de coisas banais são realmente incríveis e como momentos cotidianos podem se tornar inesquecíveis. (Gilson)

AMIZADE

"Escolho os meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Têm que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábito. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há  de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo; quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e metade velhice. Crianças, para que não e...

JUVENTUDE TRANSFORMADORA

NA ÚLTIMA VEZ QUE ESCREVI , discorri sobre o mal que causamos quando nos recusamos a pensar. Utilizei-me de palavras da célebre Hannah Arendt para dizer que a manifestação do ato de pensar é a habilidade de distinguir o bem do mal. Tenho clareza do enfoque negativo que dei ao comportamento humano naquele texto. Por isso apresento agora uma visão mais positiva da nossa realidade. Ainda estão na memória dos brasileiros as manifestações ocorridas em julho de 2013 e conhecidas como “a primavera brasileira”. Elas representam um marco na história do Brasil ao apresentar o rosto de uma nova juventude comprometida com o comportamento coletivo e atuante na sociedade, ainda que desvirtuada algumas vezes e por algumas poucas pessoas. Pesquisando sobre o tema, encontrei o Projeto Sonho Brasileiro , divulgado pela Box 1824, empresa com atuação no mapeamento de tendências de comportamento. Com uma pergunta simples: “O que você pode fazer para melhorar o lugar onde você vive?”, o projeto busca a...

BANALIDADE DO MAL.

Este foi o conceito que aprendi assistindo a um filme sobre a brilhante Hannah Arendt, Filósofa alemã, de origem judaica e umas das mais influentes do século XX. O discurso final apresentado por Hannah é simplesmente espetacular e me possibilitou entender muitas coisas sobre esta nossa realidade tão carente de sentidos. Hannah Arendt afirma que “o maior mal do mundo é perpetrado por ninguém”. Isso significa dizer que pessoas boas fazem coisas ruins, mesmo sem querer. E a explicação para isto é simples: às vezes nos recusamos a pensar! Em muitas situações da vida abrimos mão de julgar por conta própria, de manifestar a nossa vontade ou opinião e fazemos tudo o querem que façamos, seja pela autoridade de quem pede (manda) ou pela simples comodidade que este comportamento traz. Mas o pensamento é nossa maior característica como seres humanos. Uma vez que me recuso a pensar, recuso ao meu traço mais particular e pessoal. Quando me recuso a pensar, aceito tudo: a opinião dos outros e a...

FELICIDADE E OPÇÕES: sem sistema.

OPÇÕES fazem parte da nossa vida. Desde que viemos a este mundo aprendemos a fazer escolhas. Quando criança, geralmente os pais escolhem o que é melhor para os filhos; com o passar do tempo surgem as responsabilidades e a necessidade de fazer escolhas próprias. Optar significa ter a capacidade de julgar múltiplas possibilidades e selecionar uma para realizar. Levantar pela manhã ou voltar à dormir; escolher este ou aquele trajeto, este ou aquele estilo de vida, filiação religiosa ou posição política são exemplos clássicos de opções. Ter alternativas é uma coisa boa, mas é verdade também que ter alternativas ilimitadas pode levar à uma confusão tremenda. Nossas vidas estão inseridas num sistema que apresenta “n” possibilidades para a realização da felicidade. Será que conscientemente a maioria de nós se pergunta qual destas possibilidades é realmente verdadeira? Sem entrar na discussão do que é sistema (basta aqui a compreensão de que todo ser humano faz parte de um siste...

MUDANÇA INTERIOR

BONS EXEMPLOS  fazem muita falta hoje em dia. Eles existem, mas precisariam ser reproduzidos consideravelmente para surtir algum efeito significativo na vida das pessoas.            Às vezes ficamos limitados em pensar que nossas atitudes não têm importância para mudar o mundo. Quanto engano! Pois toda transformação começa com uma atitude de coragem e ousadia; com a vontade de realizar algo realmente grande. Talvez nos digam que não podemos mudar o mundo, mas quem nos impõe que precisamos aceitá-lo como ele é? Podemos não mudar a realidade, mas não precisamos ser como a realidade é.                      A transformação acontece de dentro para fora; do pequeno para o grande; do pouco para o muito; de mim – e através de mim – para o mundo. (Gilson)

MATURIDADE

ENGANA-SE QUEM PENSA QUE MATURIDADE tem a ver apenas com a idade. Tem a ver também com as experiências. E com a intensidade dessas experiências. Tempo, experiência e intensidade: este conjunto serve para definir a nossa maturidade diante da vida. O tempo é a seqüência ininterrupta dos segundos que se passam e contra o qual somos insuficientes. Não podemos pará-lo. Algumas pessoas dizem que com o passar tempo tudo se resolve; outras dizem que ele apenas passa. Pouco importa. O tempo está aí e vivemos nele. A questão é: como aproveitamos o tempo? No tempo fazemos as nossas experiências. Tudo na vida é experiência. Algumas são boas e a gente repete; outras são péssimas e aí a gente esquece. Ou não. Não é preciso fazer experiência de tudo o que a vida oferece, mas é preciso assumir com responsabilidade as conseqüências de todas as experiências feitas. Outras experiências a gente não escolhe, mas a vida apresenta. E mesmo estas são necessárias assumir. O tempo não permite desfazer...

OUTRO DIA

Outro dia li algo sobre a migração da borboleta Monarca e fiquei impressionado com o quanto ela pode nos ensinar. Essa espécie viaja milhares de quilômetros entre o Canadá e o México em busca de um clima melhor no outono. A sua fragilidade não é motivo de desistência, nem mesmo diante de predadores e das dificuldades do tempo. Não viaja sozinha, mas num grande grupo que ocupa vários hectares sobre os pinheiros nativos no México. No entanto, o mais fascinante é o fato de esta borboleta realizar seu trajeto com sucesso sem nunca ter feito isto antes. Sua orientação é a posição do sol. Aprendi com ela, entre outras coisas, a importância de ter um objetivo e de não desistir diante das tempestades que surgem no caminho. Por mais difícil que seja a vida, ela torna-se uma viagem prazerosa ao lado de quem amamos. Acima de tudo, aprendi que temos que chegar a algum lugar, ainda que não saibamos onde. Basta olhar para o Sol e deixar que Ele nos guie. (Gilson)

TUDO ESTÁ SIMPLESMENTE A NOSSA FRENTE.

As coisas são como são. O que muda é o olhar que lançamos sobre elas. Nossos olhos são a porta de entrada do mundo que aparece; podemos direcioná-los e enxergar intencionalmente qualquer coisa. E geralmente enxergamos exatamente aquilo que queremos. Os olhos são a ponte entre o interior e o exterior. Um olhar pode ser treinado. Pelo coração. Tudo pode ser belo ou feio, bom ou mal. Depende de como eu enxergo. Depende de como eu julgo. O importante é ter claro que toda percepção e julgamento dependem de experiências pessoais.             Portanto, quero mudar interiormente para ver um mundo mais bonito. (Gilson)

MULHER:

... um ser sublime criado por Deus para trazer vida ao mundo. Mulher: palavra forte que evoca a sensibilidade.                                              Mulher: o alicerce principal do lar e o complemento masculino. És amor, doçura, afeto. Bravura, força e persistência. Podem ser mães, avós, irmãs ou amigas, não importa: as mulheres são o gênero que coloca o mundo em equilíbrio.

NÃO PROCURAREI MAIS A PERFEIÇÃO

No máximo farei da minha vida um palco, onde a alegria e a tristeza se misturam e os sentimentos mais diversos tomam conta da platéia. Convidarei pessoas especiais para estrelarem comigo, sem esquecer da importância dos coadjuvantes. Se eu errar o texto, improviso. Quero ser artista para pintar e bordar, rir e chorar. E cantar. Vou aprender coisas novas todos os dias e falar o que o penso sobre tudo, sem me importar.            M udarei mil vezes de atitude se preciso for , desde que não esqueça quem eu sou. Serei o que Deus quer que eu seja. E se o final não for perfeito, ainda assim terá valido à pena o espetáculo da vida. (Gilson)

AOS POUCOS TUDO MUDA

Aos poucos, e não repentinamente. Nos gestos e acontecimentos simples do cotidiano a nossa história acontece e se modifica. Às vezes, sem que percebamos. É um impulso vital que nos anima e faz esperar ansiosos pelo amanhã. É preciso abrir o coração e esperar a vida, com toda a sua criatividade e sabedoria, desabrochar um mundo novo a nossa frente. Um mundo, um fato, um momento ou uma pessoa. Pode ser que hoje a vida me apresente algo novo. (Gilson)

A DIFERENÇA DESORGANIZA

           A diferença desorganiza. Talvez por isso muitas pessoas prefiram sempre mais do mesmo: por medo da mudança ou por medo de encarar as diferenças. Ás vezes é mais fácil não se abrir para o novo, não se desacomodar, não sair da rotina. É prático assim.             Aceitar e respeitar as diferenças é para os fortes e corajosos, para aqueles que não têm preguiça e não temem a bagunça, o caos e a insegurança.  Eu tenho uma teoria para o desrespeito com as diferenças: a falta de educação. Não somos educados como deveríamos. Nossos pais não foram; nossos professores não colaboram (verdade seja dita: alguns se esforçam, sim); a TV muito menos e os políticos, bem, para esses falta educação em tudo, inclusive para a arte de governar.             Não me foi surpresa a notícia de que o Brasil ganhou uma posição no ranking das ...
            Filosofar é preciso? Sim             Amar é preciso? Sim             Ter uma família é preciso? Também             Conhecer, rezar, trabalhar? É preciso? Sim, é preciso.             Chorar é preciso? Talvez seja             É preciso fazer tudo o que dê vontade e não te mal-trate.             O que é mais preciso ainda, é exatamente o que diz a música:             “É preciso saber viver!”

O BOM PROFISSIONAL

Estive pensando no que escrever sobre ele e descobri que, antes de tudo, preciso assumir uma postura: ou eu escrevo como patrão ou como empregado. As duas visões são sempre diferentes. Pois bem, patrão eu nunca fui, logo fica muito fácil escrever a partir da ótica do empregado que sou. Tenho três parâmetros que me permitem falar sobre profissionalismo: a postura que eu mesmo mantenho no meu trabalho; as ações que eu observo nos profissionais que trabalham comigo e o referencial teórico encontrado em pesquisas diversas. Este último geralmente é elaborado a partir da ótica de chefes e não tanto de empregados. Uma empresa, ou um chefe, para afirmar que é neutra na relação chefia-empregados precisa ter uma visão bastante moderna desta relação. Confesso que não me recordo de um exemplo para citar no momento. Em geral os empregados têm a visão de que um bom profissional é aquele que cumpre os horários, não falta com freqüência e cumpre as metas propostas pela empresa. A empresa e o...